Sem nenhuma placa ou indicação do que será feito ali, sabe-se é que será um grande empreendimento imobiliário, com torres de apartamentos onde passarão a residir grande número de famílias, que junto com suas mudanças trarão suas necessidades de espaço urbano, segurança, meio ambiente sustentável e acima de tudo, qualidade de vida.
Não tenho nada contra o progresso e a modernidade. E nada contra o patrimônio de quem o conquistou, pois desde que de acordo com a legislação vigente, os códigos urbanos e o tão falado Plano Diretor pode e deve dar o destino ao que é seu da forma que achar necessário e conveniente.
A preocupação que me vem é se realmente o poder público será capaz de suprir as necessidades que certamente virão e terão impacto muito maior na Região Sudoeste de Goiânia.
A construção se dará logo acima da principal nascente do Córrego Cedro, veio de água onde será o inicio da implantação do importante e esperado Projeto Macambira-Anicuns. Pergunto: o meio ambiente e as leis ambientais serão respeitados, ao contrário do que ocorre no Goiânia II? Sabe-se que o poder econômico e político das grandes incorporadoras é avassalador, e depois de construído e implantado, torna-se praticamente impossível voltar atrás, pois existe a possibilidade sempre de um acordo com o Ministério Público, o famoso TAC e ficará tudo por isso mesmo.
Antes que haja a construção do empreendimento, vamos ao Faiçalville de hoje: está muito comum acidentes no bairro e na principal avenida que corta o Bairro, a Avenida Madri existe um cruzamento onde diariamente ocorrem acidentes com vítimas e a AMT, apesar de meus pleitos e solicitações - inclusive em audiência com o Dr. Miguel Thiago - ainda não deu solução. Tomara que não haja vítimas fatais, pois os acidentes ocorrem com freqüência diária.
A falta de segurança – privilégio que não é somente do Faiçalville – é muito grande. Não se pode mais como antigamente andar tranquilamente pelas ruas amplas do setor sem o risco de violência. Recentemente ouvi denúncias que os vendedores de frutas da Avenida Rio Verde são constantemente assaltados. Uma tragédia maior pode ocorrer no local, pois ninguém quer ter o fruto de seu trabalho surrupiado por meliantes que, obrigados pela força das drogas, cometem os crimes de roubo e furto de forma rotineira no local.
O Sétimo Batalhão da Policia Militar que cobre a área tem um Comandante extremamente acessível e interessado em resolver os problemas da comunidade, mas esbarra – segundo denúncias – na falta de pessoal e viaturas para a execução de um trabalho melhor.
Não temos creches nem CMEI, apenas uma escola municipal e duas particulares. Os moradores têm que buscar o ensino em outros bairros ou regiões, concorrendo para maior demanda em transporte coletivo e aumento de veículos nas ruas no horário de rush.
Que venham os empreendimentos. Sei que trarão valorização imobiliária, ocupação de áreas vagas e progresso. Mas que junto com esse crescimento cheguem na mesma proporção e velocidade segurança, escolas, creches e acima de tudo qualidade de vida para o sofrido morador do Faiçalville e adjacências.
Jonas Rocha
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