No último fim de semana, acometido de mal estar, fui parar na enfermaria de um hospital em Goiânia. Felizmente, apenas correção de rumos da saúde e melhorar os cuidados com a máquina do corpo, afinal os janeiros já são muitos.
Ao ficar confinado naquela enfermaria, plugado ao mundo apenas pelo pequeno radio de pilhas e pelo telefone celular, me pus a refletir sobre como estaria a minha comunidade. Fiz uma rápida avaliação do trabalho desenvolvido nos últimos tempos.
As necessidades da minha comunidade, que fica na Região Sudoeste de Goiânia são muitas, como também são muitas as necessidades do restante da metrópole.
Logo ao sair de casa o morador já se preocupa com a segurança de sua casa, como vai ser o dia e se os larápios não arrombarão sua casa, em busca de bens difíceis de adquirir e tão necessários à sobrevivência e conforto mínimo. Produtos que depois de roubados servem unicamente para, uma vez nas mãos dos ladrões, se transformarem em mercadoria de troca no fervilhante e intenso mercado de drogas. O medo também se apresenta no percurso até o ponto de ônibus. Ao embarcar vem a triste realidade de um serviço de transporte ruim, desconfortável e apertado, desumano até.
Os pleitos de benefícios são muitos. Precisamos de estruturas para que as mães possam ir trabalhar e ter a certeza que seus filhos ficarão em segurança e bem cuidados. Há necessidade de CMEI’s e o Faiçalville, Jardim Presidente e adjacências não contam com tal benefício.
O trânsito que era para ser compatível ao de um bairro bem planejado, de lotes amplos e ruas tranqüilas é aterrorizante. A Avenida Madri, que liga a Avenida Rio Verde (divisa com Aparecida de Goiânia) e o Parque Anhanguera é motivo de preocupação de todos os que precisam atravessá-la. Dividindo a terceira e quarta etapas do Faiçalville, na Avenida Madri os pedestres, principalmente crianças que se dirigem à escola, tem dificuldades imensas em atravessá-la. Aliás, a Avenida Madri tem redutores de velocidade, mas apenas nas proximidades do colégio Jesus Maria José e do SESC. No alto da Avenida, entre a rotatória do Campo do Dádi e a Avenida Rio Verde, a velocidade desenvolvida pelos veículos é algo que deixaria o piloto Sebastian Vettel com inveja. Problema que seria facilmente resolvido com a colocação de redutores de velocidade, os quebra-molas.
A peregrinação diária que faço aos órgãos públicos que tem o poder de execução dos benefícios à comunidade é rotina. Mas é corriqueiro ouvir: “você de novo?” Sim, eu de novo. Os problemas da comunidade precisam de soluções urgentes. Se eu não cobrar, tudo fica por isso mesmo.
Já outros entendem de forma diferente. Felizmente é a maioria. Caso do solícito Presidente da COMURG Dr. Luciano de Castro que atendeu convite e veio ao bairro pessoalmente, dedicando seu precioso tempo e constatando “in loco” as deficiências e necessidades e o que sua gerência poderia fazer. Assim, deixando os gabinetes, o administrador público dá de cara com tudo que acontece no bairro, não se limitando apenas a ler e às vezes deferir um simples ofício. Exemplo que merece ser seguido.
Chamo a atenção ao apoio irrestrito e muito importante de setores da mídia que mantém espaço garantido à participação e cobrança dos líderes da comunidade. As emissoras de rádio AM e FM registram as cobranças e agilizam soluções ao expor de forma direta as “broncas” no ar. E o Jornal Diário da Manhã inova mais uma vez ao oferecer à comunidade além do democrático e múltiplo Opinião Pública, o importante Força Livre, tribuna que coloca as dificuldades cotidianas da população na mesa de trabalho dos governantes.
Ser líder de uma comunidade não é fácil. É mistura de ideal e sacerdócio. Tenho aspirações e sonho ver minha aldeia sem violência, com transporte e educação de qualidade, com os parques cheios de crianças brincando em seus espaços. As flores enfeitando a vida em seus canteiros sem a sombra maldita da violência e da adversidade humana.
Sonhos e aspirações de um líder comunitário.
Jonas Rocha
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